Moises e Daniela devem renunciar ao mandato nos próximos dias

Ganha força a tese de que Carlos Moisés da Silva, Governador do Estado, e Daniela Heiner, Vice-Governadora, renunciem aos seus mandatos a qualquer momento. O ato seria uma contraofensiva à Alesc, evitando que Santa Catarina tenha eleições indiretas, onde os Deputados escolheriam o novo Governador para um mandato tampão.

A saída de ambos é dada como certa nos bastidores d'Agronômica e provocaria eleições diretas em SC

Ganha força a tese de que Carlos Moisés da Silva, Governador do Estado, e Daniela Heiner, Vice-Governadora, renunciem aos seus mandatos a qualquer momento. O ato seria uma contraofensiva à Alesc, evitando que Santa Catarina tenha eleições indiretas, onde os Deputados escolheriam o novo Governador para um mandato tampão.   

Embora Governador e Vice tenham negado as especulações, fontes dos bastidores da própria Casa d'Agronômica afirmam que, inclusive, a carta de renúncia de fato já estaria pronta.

As especulações ganham consistência desde o agravo da crise política após a derrota do governo na votação de abertura do processo de impeachment pela Alesc, no último  dia 17.

Na última segunda-feira, dia 21, ainda abalado com o resultado, o Governador Moisés contra-atacou, reunindo os Secretários e lançando acusações contra ex-membros do Governo anterior e deputados, deixando ainda mais claro que o parlamento catarinense não indicará, por forma indireta, o novo Governador. A renúncia obrigaria à convocação de eleições diretas, ou seja, onde os catarinenses retornariam às urnas.

A renúncia, que ocorreria ainda em tempos de pandemia, trará de volta nomes conhecidos dos catarinenses. Dos possíveis candidatos, três são senadores: Amin, "reoxigenado" com sua vitória em uma disputa majoritária desde 1998; Dário Berger, com a estrutura do "manda brasa"; Jorginho Mello, vencedor de todas as eleições que disputou, mas também com fardo de ter apoiado o governo Temer e Dilma.

Além disso, outros postulantes são: Merísio, sem a estrutura da eleição passada; Décio Lima, petista no Estado mais "Bolsonarista" do Brasil; e, para finalizar, Lucas Esmeraldino, isolado pelo Governador Moisés por sua fiel e coerente ligação com Presidente Bolsonaro, mas o responsável pela organização que levou a vitória dos 6 deputados estaduais e 4 federais.

Agora, é aguardar para conferir a veracidade ou não das especulações.

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